Segurança alimentar: os principais riscos e soluções para uma produção mais saudável

Não temos dúvidas de que a alimentação é um dos pilares fundamentais para a saúde e o bem-estar de qualquer sociedade. Afinal, não se trata apenas de saciar a fome, mas de garantir que os alimentos consumidos sejam verdadeiramente seguros, nutritivos e livres de contaminantes que comprometem tanto a saúde dos seres humanos quanto a dos animais.

Neste aspecto, os produtores agrícolas enfrentam desafios cada vez mais complexos para garantir a segurança dos alimentos. Entre os principais obstáculos, estão a contaminação por insetos, pragas, salmonelas, fungos e micotoxinas, além do uso indiscriminado de defensivos agrícolas que, embora ainda sejam muito utilizados na cadeia produtiva, deixam heranças residuais indesejáveis no solo e nos alimentos.

Por outro lado, os consumidores estão mais conscientes e exigentes em relação à qualidade dos alimentos que consomem. Existe uma preocupação crescente com a origem dos alimentos, os métodos de produção e os potenciais riscos à saúde associados ao consumo de produtos contaminados ou processados de forma inadequada. Esse novo comportamento do consumidor reflete a busca por uma alimentação que não só nutra, mas que também proteja e promova a saúde a longo prazo.

Diante desse cenário, a indústria agrícola precisa se adaptar às novas exigências, adotando tecnologias e práticas que garantam a produção de alimentos seguros e saudáveis. Neste artigo, abordaremos os principais riscos à segurança alimentar e exploraremos soluções que podem mitigar esses desafios, garantindo uma produção mais sustentável e segura para todos.

Entendendo a contaminação nos alimentos

A contaminação nos alimentos não é necessariamente a mesma para todos os tipos de produtores. Afinal, existem diversos fatores que contribuem para a contaminação nos alimentos e ela pode acontecer em várias etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo e a colheita até o processamento, armazenamento e transporte. Identificar quando, como e por que essa contaminação acontece é um passo crucial para implementar medidas eficazes de prevenção e tratamento. 

1) QUANDO: A contaminação pode ocorrer em qualquer estágio da cadeia alimentar

PRODUÇÃO AGRÍCOLA

ARMAZENAGEM

PROCESSAMENTO

DISTRIBUIÇÃO           E TRANSPORTE

Durante o cultivo      e colheita

Durante a acomodação do produto em silos

Durante a produção de diferentes produtos, incluindo embalagem e estocagem

Durante o processo logístico de transporte e estocagem

2) COMO: A contaminação pode ocorrer por diferentes vias

CONTAMINAÇÃO
FÍSICA

Acontece quando objetos ou partículas estranhas acidentalmente entram em contato com os alimentos durante a produção, processamento, transporte ou armazenamento. Eles não fazem parte do alimento original e realmente podem causar danos físicos ao consumidor.

CONTAMINAÇÃO
QUÍMICA

Ocorre quando substâncias químicas entram em contato com os alimentos durante o processo de produção. Eles podem ser inseridos em qualquer etapa da cadeia produtiva, desde o uso excessivo de defensivos agrícolas de superfície até aditivos em altas quantidades.

CONTAMINAÇÃO BIOLÓGICA

Sendo a mais comum, a contaminação biológica acontece quando microrganismos patogênicos, como bactérias, vírus, fungos ou parasitas se instalam e se proliferam no alimento ao encontrarem o ambiente ideal para isso.


3) POR QUE: Vários fatores contribuem para a contaminação de alimentos

CLIMA

Variações climáticas, como mudanças na temperatura, umidade e precipitação, podem criar ambientes favoráveis para o desenvolvimento de pragas, fungos, bactérias e outros contaminantes, comprometendo a segurança dos alimentos durante o cultivo e colheita.

PRÁTICAS         AGRÍCOLAS

O uso de água contaminada para irrigação, a aplicação excessiva de defensivos agrícolas de superfície ou a manipulação inadequada durante a colheita pode introduzir contaminantes nos alimentos.

CUIDADOS                      DE HIGIENE

Falta de higiene pessoal dos trabalhadores, equipamentos sujos, ou ambientes insalubres podem contribuir para a introdução e proliferação de contaminantes.

ARMAZENAMENTO 

Condições inadequadas de temperatura e umidade no local de armazenamento podem favorecer o crescimento de microrganismos, como bactérias, fungos e micotoxinas que são substâncias tóxicas produzidas pelos fungos.

PROCESSAMENTO
INDUSTRIAL

Falhas no controle de qualidade, como a ausência de detecção de contaminantes físicos, podem permitir que alimentos contaminados cheguem ao consumidor.

TRANSPORTE                    E LOGÍSTICA

Manuseio inadequado durante o transporte, exposição a ambientes sujos ou variações extremas de temperatura podem contribuir para a contaminação.

 

As consequências da contaminação na saúde humana e animal

Como vimos, um alimento pode ser contaminado em qualquer etapa do processo produtivo e pode acontecer por pelo menos três maneiras: através da contaminação física, química ou biológica.

A contaminação física ocorre quando materiais indesejados, como fragmentos de vidro, metal, plástico, ou até mesmo partes de insetos, entram em contato com os alimentos. As consequências desse tipo de contaminação podem incluir lesões físicas, como cortes ou perfurações na boca, garganta ou trato digestivo.

No caso da contaminação química, ela acontece quando os alimentos entram em contato com substâncias tóxicas, como pesticidas e aditivos alimentares em excesso. Essa contaminação pode causar uma série de problemas de saúde, incluindo envenenamento, distúrbios neurológicos, câncer, e problemas hormonais. Nos animais, os efeitos incluem desde queda na produtividade e crescimento até a morte, dependendo do nível de exposição. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 10 pessoas adoecem depois de comer alimentos contaminados em todo o mundo e 420.000 pessoas morrem todos os anos devido à ingestão de alimentos contaminados, dos quais 125.000 são crianças com menos de 5 anos de idade.

Já a contaminação biológica, é causada por micro-organismos como bactérias (ex.: Salmonella e E. coli), vírus, fungos e parasitas, além das micotoxinas que são produzidas por fungos. Esses agentes biológicos podem causar doenças graves em humanos e animais, como intoxicações alimentares, infecções gastrointestinais, doenças respiratórias e até condições crônicas que enfraquecem o sistema imunológico. A contaminação por micotoxinas, (incluir aqui o link do artigo anterior sobre micotoxinas e apagar esta mensagem do artigo) por exemplo, está associada a danos ao fígado, câncer, imunossupressão e até morte em casos mais graves.

Mas independente de qual seja a via de contaminação de um alimento, é preciso ter em mente que todas elas podem ter consequências graves tanto para a saúde humana como para a saúde animal, variando desde problemas mais leves a condições mais graves. 

Os efeitos da contaminação na cadeia produtiva de grãos

 contaminação nos alimentos não só afeta diretamente a saúde dos consumidores, mas também pode ter impactos profundos em outras frentes, afetando tanto a economia como a reputação dos produtores de grãos a longo prazo. Veja só algumas das principais formas pelas quais a contaminação pode impactar os produtores:
  • Redução da Colheita: A contaminação por pragas, fungos, micotoxinas ou doenças podem comprometer a qualidade e a quantidade dos grãos produzidos. Afinal, grãos danificados ou contaminados podem ser rejeitados pelos compradores, resultando em perda direta de rendimento.
  • Desvalorização do Produto: Grãos que não atendem aos padrões de qualidade devido à contaminação sofrem desvalorização no mercado, forçando os produtores a vender seus produtos a preços significativamente mais baixos.

  • Danos à Reputação: A contaminação de alimentos pode causar danos irreparáveis à reputação do produtor, especialmente se levar a problemas de saúde pública. Quando notícias de contaminação são divulgadas na mídia, elas podem gerar desconfiança entre compradores e consumidores, dificultando assim a recuperação da imagem da empresa.
  • Redução da Confiança: Consumidores que estão cada vez mais preocupados com a segurança alimentar podem evitar produtos associados a contaminações, afetando a demanda e, consequentemente, a rentabilidade do produtor.
  • Deterioração do Solo e Ambiente: O uso excessivo de produtos químicos para combater contaminações pode levar à degradação do solo e à poluição ambiental, comprometendo com a produtividade da safra e com a saúde do nosso planeta. 
  • Desafios na Adaptação às Mudanças Climáticas: A contaminação é frequentemente intensificada por fatores climáticos. Sendo assim, produtores que não adotam práticas agrícolas sustentáveis e tecnologias podem encontrar dificuldades em manter uma produção que mantém a integridade dos alimentos diante de mudanças climáticas desfavoráveis.

Como minimizar as contaminações durante o processo produtivo?

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), “contaminantes são agentes biológicos, físicos ou químicos que são introduzidos no alimento de forma não intencional e que podem trazer danos à saúde da população”. Embora esses contaminantes não sejam introduzidos intencionalmente, cabe ao produtor analisar cuidadosamente cada etapa do processo produtivo para identificar possíveis focos de contaminações e conseguir adotar medidas que minimizam os impactos causados por elas.

Além de implementar as boas práticas de infraestrutura, higiene e fiscalização que são regulamentadas pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) e por outros órgãos que regem o setor, é fundamental que o produtor adote novas tecnologias que contribuem tanto para mitigar as consequências das contaminações como para acelerar o aumento da produtividade no agronegócio.

Para solucionar os desafios no manejo e na produção de grãos, a Nascente® em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo®, iniciou uma parceria há 8 anos, focada em pesquisa e desenvolvimento, com um propósito vital em mente:

Proteger a saúde, nutrir a vida e cuidar do planeta.

Esse trabalho conjunto resultou na criação do Silo Biorreator da NCT®, uma inovação tecnológica e sustentável que foi projetada para detoxificar grãos, cereais e farelados, oferecendo uma solução abrangente e eficaz para os desafios enfrentados na produção agrícola. Com essa tecnologia, os produtores podem contar com um tratamento que preserva a qualidade dos alimentos, melhora a segurança alimentar e promove práticas agrícolas mais sustentáveis.

Utilizando o gás ozônio (um poderoso sanitizante, oxidante e desinfetante natural formado por três átomos de oxigênio (O³)), o Silo Biorreator da NCT® atua oxidando membranas de toxinas, neutralizando defensivos agrícolas e atenuando os efeitos nocivos dos micro-organismos patogênicos, como é o caso das bactérias, dos vírus, dos parasitas e das micotoxinas que mencionamos neste artigo.  

Ao adotar essa tecnologia, tratamos grãos, cereais e farelados de maneira eficaz, evitando a necessidade de utilizar adsorventes e produtos químicos agressivos. Lembre-se de que esses produtos, além de serem limitados em seus efeitos e específicos em relação a determinados contaminantes, deixam resíduos indesejáveis que já não são mais aceitos pelos consumidores, agora cada vez mais exigentes e em busca de alimentos naturais, saudáveis e livres de qualquer resíduo químico.

A inovação tecnológica do Silo Biorreator da NCT® para uma produção mais segura

  • Eficiência: O Silo Biorreator da NCT® oferece uma eficiência de 94,4% no tratamento de micotoxinas, superando os métodos tradicionais. Essa alta eficiência garante uma produção de grãos mais segura e de alta qualidade.
  • Segurança: O tratamento com ozônio preserva a qualidade nutricional dos grãos, sem comprometer a segurança alimentar. Por isso, podemos dizer que ao detoxificar os grãos, cereais e seus farelados com o Silo Biorreator da NCT®, você terá a garantia de que tanto os animais como os humanos receberão alimentos seguros e nutritivos.

  • Economia: Com o Silo Biorreator da NCT® você utiliza um único equipamento para solucionar vários problemas da cadeia produtiva, como é o caso das micotoxinas, dos insetos, das pragas, das salmonelas e dos defensivos agrícolas de superfície. Isso elimina a necessidade de utilizar vários produtos químicos tradicionais para solucionar cada um dos problemas, o que, por sua vez, reduz a carga de resíduos tóxicos que tais produtos liberam tanto no meio ambiente como nos grãos.

  • Versatilidade: O Silo Biorreator da NCT® é um equipamento adaptável e pode ser integrado em diversas etapas dos processos de produção e armazenamento, oferecendo flexibilidade aos produtores. Além disso, a fim de atender as necessidades específicas de cada produtor, nós estudamos e desenvolvemos um sistema sob medida utilizando o Silo Biorreator da NCT®, garantindo assim, maior eficácia no tratamento e na qualidade dos grãos.
  • Saúde: Ao evitar o uso de adsorventes e produtos químicos nocivos para tratar os problemas da cadeia produtiva, o Silo Biorreator da NCT® promove a saúde humana e animal, contribuindo para uma cadeia alimentar mais saudável e segura.
  • Sustentabilidade: O Silo Biorreator da NCT® opera com baixo consumo de energia, baixa emissão de carbono e ainda não deixa herança de extração mineral, tornando o processo mais sustentável para o nosso planeta se compararmos com os métodos convencionais de detoxificação.

  • Confiabilidade: O Silo Biorreator da NCT® tem validação científica e eficiência garantida pela Embrapa Milho e Sorgo®, posicionando-se como uma escolha confiável para produtores que buscam excelência em suas operações.
  • Credibilidade: Com a validação do Silo Biorreator da NCT® em suas instalações, você poderá fazer uso do Selo de Tecnologia Embrapa na embalagem dos seus produtos, garantindo a qualidade e a segurança dos seus produtos, e fortalecendo a credibilidade do seu negócio.

De fato, o crescimento da agricultura no Brasil dependerá da inovação contínua em técnicas de produção que não apenas protege a saúde humana e animal, mas também contribui para a eficiência econômica e a sustentabilidade do setor agroindustrial.

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REFERÊNCIAS

EY Brasil. 2022. Top 10 Riscos e oportunidades para o agronegócio.
Embrapa®. 2014. O Mundo Rural no Brasil do Século 21: A formação de um novo padrão agrário e agrícola. P. 175-208.
YASSANA MARVILA GIRONDOLI. Outubro, 2022. Consumo de alimentos seguros para a promoção da nossa saúde.
ANVISA. Contaminantes em alimentos. 14 de dezembro de 2021. Disponível em: www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/contaminantes
World Health Organization. Assessing Chemical risks in food. Disponível em: https://www.who.int